Ampliopia (Olho “preguiçoso”) – Tampão no olho é a cura!

Minha irmã é mais nova que eu sete anos. Esses dias ficamos conversando no portão de casa, pois ela insistia em dizer que já ia embora.

Conversa boba vai e conversa boba vem, ela contou que um dia desses foi ao posto de saúde onde ela trabalha uma garotinha com tampão no olho. A garotinha estava com aquele ar de tristonha, provavelmente por ter que tomar uma vacina referente a idade dela (não devia ter mais do que cinco anos).

Na intenção de descontrair a menina, minha irmã falou sobre seus óculos cor de rosa e de como ela estava linda com eles. Disse que lembrou de mim, pois eu também usava tampão quando era pequena. Eu tinha estrabismo, dentro de outras coisinhas mais em relação a minha visão, tanto que uso óculos desde os dois anos de idade.

No final, essas lembranças deixaram-na emocionada, tanto que acabou chorando no serviço (e no portão de casa também). TPM á parte, um amigo dela perguntou o motivo da comoção e depois de ouvir a história chegou a imaginar que ela estava falando da irmãzinha mais nova…

O caso não é para tanto. Com tudo isso, acabei relembrando da época que usei o dito tampão. Minha mãe recortava as figurinhas dos gibis para colar por dentro do tampão para ficar mais chamativo (ou algo assim). Eu odiava o Tio Patinhas, pois ele tem o traçado fino, sem muitas cores e mal dava para ver nada. Agora, a Magali, do gibi da Mônica (Maurício de Sousa) era minha predileta, pois lembro do pequeno borrão amarelo grudado na parte interna do meu óculos…

Eu mal enxergava sem os óculos, imagine ver o desenho grudado a dois centímetros (no máximo) perto do olho?! Não estou falando mal do tampão, do método, do oftalmologia, não é nada disso. Acho graça da Magali ficar gravada e minhas lembranças como um simpático borrão amarelo, que atrapalhava eu ver meus desenhos que passavam na televisão pela manhã.

Cheguei a recordar das traquinagens que aprontava com o tampão para conseguir enxergar um pedacinho do mundo! Nada que pareça trauma de infância.

Procurei fotos da época, mas não estão acessíveis no momento, então peguei uma da internet. Achei esta em um blog que está paradinho há um ano, mas a informação sobre Ambliopia x Tampão é muito boa.

Confere aqui um fragmento da matéria:

“Ampliopia, ou “olho preguiçoso”, é uma deficiência na visão em que um ou os dois olhos não apresentam um amadurecimento normal. Tem que ser detectada e tratada antes dos quatro anos, quando a visão ainda está em pleno desenvolvimento. Se não tratada até os sete anos, as perdas são consideradas irreversíveis e a visão fica definitivamente comprometida.”

 Gente, é tão fácil tratar!


Gosto duvidoso para títulos!

Escrever é um processo engraçado! Às vezes ouço o trecho de uma música, vejo uma imagem em algum lugar na Internet ou em uma conversa sobre qualquer assunto aleatório, a ideia nasce. Simplesmente uma cena brota em minha cabeça!

Depois eu começo a prestar atenção nesse fragmento e ele cresce, toma forma e passa a existir em quase sua totalidade!! Ajusto coisas aqui e ali, travo uma briga com minha história e meus personagens e voilà! Mais um livro pronto!

Talvez não seja exatamente assim, mas também não é muito diferente desse “resumão” que as coisas funcionam. Cada um tem um processo criativo, mas eu sinto uma certa invasão (diria quase possessão) das minhas histórias em minha mente.

Certa vez, um amigo disse que parou de escrever um livro porque achou que estava ficando doido. Relatou que chegou ao absurdo de discutir com seus personagens… – (“cri, cri…” – barulho da minha mente em branco…) -Se eu parasse de escrever por um motivo desses, não tinha um livro pronto, mas não posso negar que algumas histórias nascem com uma intensidade avassaladora! Chegamos a assustar com a vida contida nelas!

Bem, o assunto nem era esse.

Gosto duvidoso para os títulos das minhas histórias? Estou pensando seriamente a esse respeito. Meu processo criativo é louco, mas colocar títulos nos meus livros é um verdadeiro tormento.

“Minha Cinderela Interior é um livro de auto-ajuda?”  Não. Na verdade é um romance erótico.

“Minha Cinderela Interior é um livro que trata do despertar de uma menina? Como pode ser um livro erótico?!” Pode ser encarado como um “despertar”, mas não de uma menina. ..

“Minha Cinderela Interior tem haver com o estereótipo do complexo de princesa que as garotas são levadas a desenvolver hoje em dia?” Que? Definitivamente não entendi essa pergunta…

“O título passa que é um romance água com açúcar de uma menina… Fora que a capa é cor de rosa.” Já entendi. Além do título passar a impressão de uma coisa que não é, o meu gosto para a capa também entrou em pauta, mas vamos deixar esse detalhe para depois.

Como disse, acho um tormento criar títulos para minhas histórias. Fico dando voltas, imaginando o que traduziria melhor o contexto daquele enredo, o que ficaria chamativo, legal e… nada vem.

O Protetor – pequeno. Incesto – óbvio. Minha Cinderela Interior – auto-ajuda. Amor Verdadeiro – insosso. Sou Teu Rei e Teu Escravo – grande. Guardiões – A Divisão dos Mundos – ??? (esse ninguém opinou, seja o primeiro) e Guardiões – As Alianças Místicas – o mesmo caso do anterior. Tenho outros dois, mas não me aventurei em colocar título ainda.

Fazer o que? Estou começando a ponderar o caso.


Dia dos Namorados

Gostaria de saber fazer poesias para escrever algo bem legal sobre o dia de hoje. Falaria nesse poema que não importa o gênero, mas sim se existe amor.

Qualquer pessoa que tem um relacionamento sabe o quão difícil é conviver com as diferenças, estar junto um dia após o outro, valorizar as qualidades do ser amado e tentar entender os defeitos…

Quem ama sabe a dificuldade que é deixar um pouco de si mesmo e entregar-se ao outro. Expor sentimentos e aguardar ansiosamente o retorno desta paixão.

Apaixonar-se, namorar, amar e ser feliz já é o todo. Se existirem outras partes, não devemos computar nessa história.


Voltando para casa

Voltando para Casa

O ano de 2013, para mim, voou. Terminei mais um livro esses dias atrás e confesso que estou exausta!

A história vai precisar de revisão, ajustes, mas no momento ela parece perfeita. Acho que é assim com todo escritor. A história cria vida em nossas cabeças, passamos ela para o “papel” e depois de algumas semanas quando você vai reler, quer mudar tudo! Tudo não dá, mas acabamos mudando varias coisas.

Pena que precisamos “desacoplar” do enredo antes de partir para essa nova fase. Acreditem, a sensação de trabalho terminado e sua ideia tomando forma em sua frente é espetácular (mas dá um trabalho…).

Acabei percebendo que minha vida on-line estava inexistente. Nem e-mail eu quase não li… Passei três dias para conseguir olhar tudo e separar o que é importante, mas “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi…” (eu ia colocar: “…é que um livro eu escrevi”, mas achei brega demais!).

Aos meus amigos e grupos virtuais, peço desculpas pela sumida, mas foi por uma boa causa. Em relação a imagem, é que estou voltando para meu querido blog…

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