Graziella Mafraly

Às vezes os problemas pessoais nos tiram do chão e é isso que está acontecendo comigo ultimamente. Gostaria de pedir desculpas ao pessoal que visita meu blog, mas estou nesse momento de vida que nada funciona. A saúde do meu pai anda periclitante e quem anda quase morrendo sou eu.

Correndo de uma depressão que insiste em perseguir-me há anos e refugiando-me no mundo da fantasia (que significa: “escrevendo para sair da sintonia maléfica”) eu ando aos trancos e barrancos. Vamos ser otimistas, os problemas acabaram levando 14 quilos embora! Não é nada para comemorar, pois quando um gordinho perde esse peso, o máximo que as pessoas pensam é: “Nossa, tem alguma coisa diferente em você, mas ainda não sei o que é.”

Isso, definitivamente, não é uma continuação de Minha Cinderela Interior, pode acreditar. Entrando nesse assunto, algumas pessoas já perguntaram se a personagem Laura tem haver comigo. Tive uma adolescência rechonchuda, uma vida adulta rechonchuda e provavelmente (se tudo der certo) terei uma velhice rechonchuda. Algumas pessoas estão gordas e outras são gordas, a diferença é gritante.

Voltando à Laura, claro que tive experiência pessoais para montar a personagem, mas tenho amigas gordinhas, minha irmã gordinha (que emprestou as mãos para a capa do livro) e as reclamações são muito parecidas, então nasceu a Laura.

Certa vez comentei que Minha Cinderela Interior é um livro de “desestresse” e é verdade. Tinha acabado de escrever um livro denso (Guardião – As alianças Místicas) e precisava descansar a cabeça. Foi nesse momento que eu quis escrever um romance erótico, em primeira pessoa (que não é meu estilo) e curtinho. Foi divertido escrever sobre a Laura, mas juro que chorei para escrever a cena que ela pega o ônibus…

Bem, quem sabe eu aproveite essa fase para escrever outro livro divertido? Deixei a administração do blog da Duo AF, pedi férias da Gangue do Livro Homo (Perdão Kiko!!) e estou tentando colocar a casa (cabeça desvairada) em ordem. Detesto deixar as coisas pela metade, mas se eu continuasse apertando esse parafuso… Por esse motivo eu estou um pouquinho sumida.

Pelo menos eu sou otimista. Escorrego, quando caio – primeiro dou risada – e levanto. Certo, posso até sair meio “manquitola”, batendo a sujeira da roupa, mas não vou ficar ali chorando, esperando alguém estender a mão para ajudar. Afinal, o orgulho leonino é terrível…

 

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4 Responses to Graziella Mafraly

  1. Graziella, você está tendo uma pausa para reflexão?
    Às vezes pode ser necessário re-estabelecer prioridades. Eu não sei você, mas pelo que você descreve você tem que ser uma pessoa agradável. Vou fazer os melhores votos,espero que você possa encontrar o equilíbrio certo, e voltar assim que puder.
    Eu escrevo com a ajuda de TM, espero que eu era compreensível.
    Um GRANDE abraço!

    • Olá, Bebi.
      Compreendi e agradeço demais as suas palavras.
      Verdade, estive pensando hoje qual o caminho que quero seguir, mas deixar de escrever não é uma opção, já que amo o que faço.
      Em um passo de cada vez, estou voltando (rs…)
      Um grande abraço.
      Obrigada novamente.

  2. Oi Grazy! Em alguns momentos é melhor se desligar mesmo e refletir um pouco, relaxar e se redescobrir. Vou torcer para que você consiga superar suas dificuldades e tenho certeza de que você encontrará força para isso!
    Beijos.

    • Bom Dia, Nicole.
      Obrigada por suas palavras. Tenho recebido um carinho enorme dos meus amigos virtuais e só tenho a agradecer.
      Como dizia a Dori de Procurando Nemo: “Continue a nadar, continue a nadar…”
      Beijocas

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