Gosto duvidoso para títulos!

Escrever é um processo engraçado! Às vezes ouço o trecho de uma música, vejo uma imagem em algum lugar na Internet ou em uma conversa sobre qualquer assunto aleatório, a ideia nasce. Simplesmente uma cena brota em minha cabeça!

Depois eu começo a prestar atenção nesse fragmento e ele cresce, toma forma e passa a existir em quase sua totalidade!! Ajusto coisas aqui e ali, travo uma briga com minha história e meus personagens e voilà! Mais um livro pronto!

Talvez não seja exatamente assim, mas também não é muito diferente desse “resumão” que as coisas funcionam. Cada um tem um processo criativo, mas eu sinto uma certa invasão (diria quase possessão) das minhas histórias em minha mente.

Certa vez, um amigo disse que parou de escrever um livro porque achou que estava ficando doido. Relatou que chegou ao absurdo de discutir com seus personagens… – (“cri, cri…” – barulho da minha mente em branco…) -Se eu parasse de escrever por um motivo desses, não tinha um livro pronto, mas não posso negar que algumas histórias nascem com uma intensidade avassaladora! Chegamos a assustar com a vida contida nelas!

Bem, o assunto nem era esse.

Gosto duvidoso para os títulos das minhas histórias? Estou pensando seriamente a esse respeito. Meu processo criativo é louco, mas colocar títulos nos meus livros é um verdadeiro tormento.

“Minha Cinderela Interior é um livro de auto-ajuda?”  Não. Na verdade é um romance erótico.

“Minha Cinderela Interior é um livro que trata do despertar de uma menina? Como pode ser um livro erótico?!” Pode ser encarado como um “despertar”, mas não de uma menina. ..

“Minha Cinderela Interior tem haver com o estereótipo do complexo de princesa que as garotas são levadas a desenvolver hoje em dia?” Que? Definitivamente não entendi essa pergunta…

“O título passa que é um romance água com açúcar de uma menina… Fora que a capa é cor de rosa.” Já entendi. Além do título passar a impressão de uma coisa que não é, o meu gosto para a capa também entrou em pauta, mas vamos deixar esse detalhe para depois.

Como disse, acho um tormento criar títulos para minhas histórias. Fico dando voltas, imaginando o que traduziria melhor o contexto daquele enredo, o que ficaria chamativo, legal e… nada vem.

O Protetor – pequeno. Incesto – óbvio. Minha Cinderela Interior – auto-ajuda. Amor Verdadeiro – insosso. Sou Teu Rei e Teu Escravo – grande. Guardiões – A Divisão dos Mundos – ??? (esse ninguém opinou, seja o primeiro) e Guardiões – As Alianças Místicas – o mesmo caso do anterior. Tenho outros dois, mas não me aventurei em colocar título ainda.

Fazer o que? Estou começando a ponderar o caso.

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2 Responses to Gosto duvidoso para títulos!

  1. Não existe uma ordem para que eu crie meus livros, mas um fator importante é o título do livro. Para mim ele serve como farol, como guia que me arremessa às linhas e vou escrevendo. O título para mim é relevante, pois ele será um dos fatores de atração para os leitores e ele, a princípio, não deve ser ambíguo. Gostei dos seus títulos e eles são bem significativos. Quanto a Guardiões – Divisão dos Mundos e As Alianças Místicas acredito que sejam livros do gênero ficção científica (gosto muito, mas não é meu gênero preferido). Muito bom post, gostei muito do texto, de seu conteúdo e forma. Parabéns. Vou colocar seu site nos meus favoritos.
    Robert Thomaz

    • Estou lisonjeada por vc ter lido meu post.
      Guardiões é aventura fantástica, estilo RPG (jogo que gosto muito, onde tem elfos, magos, dragões… eu viajo…) Escrever para mim é isso, viajar.
      Agradeço demais suas palavras.
      Grande abraço.
      Grazy

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